Cemaden emite alerta de risco hidrogeológico crítico para Minas Gerais e Sudeste após chuvas intensas

Órgão monitora bacias hidrográficas e encostas em 42 municípios; volume de chuva em 48 horas superou a média mensal em pontos isolados.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) elevou, na manhã desta quinta-feira, o nível de alerta para “Muito Alto” em diversas regiões de Minas Gerais e áreas serranas do Sudeste. Após 48 horas de precipitações ininterruptas causadas por uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), o solo atingiu níveis críticos de saturação, aumentando exponencialmente o risco de movimentos de massa (deslizamentos) e inundações bruscas.

De acordo com a nota técnica, as regiões mais vulneráveis incluem a Grande Belo Horizonte, a Zona da Mata mineira e o Vale do Aço. O monitoramento por sensores geotécnicos indicou que o índice de água acumulada no solo ultrapassou os 250mm em cidades como Ouro Preto e Nova Lima, patamar considerado de ruptura para encostas instáveis. O risco hidrogeológico se estende também ao Norte Fluminense e ao Sul do Espírito Santo, onde o nível dos rios principais subiu mais de dois metros em apenas seis horas.

Defesa Civil e Protocolos de Emergência

A Defesa Civil de Minas Gerais já iniciou a evacuação preventiva em áreas de risco mapeadas. Em Belo Horizonte, o transbordamento de córregos na região da Avenida Vilarinho e na Tereza Cristina forçou o fechamento de vias e a interrupção parcial do transporte público. “A orientação é que a população não tente atravessar áreas alagadas e respeite os alertas via SMS. O solo está extremamente instável e o risco de queda de muros e taludes é real mesmo após a chuva cessar”, afirmou o coronel coordenador da Defesa Civil estadual.

Meteorologistas preveem que a frente fria deve permanecer estacionada sobre o Sudeste por mais 24 horas, com pancadas de chuva que podem variar entre 30mm e 60mm por hora. A situação é agravada pelo relevo acidentado da região, que favorece a velocidade do escoamento superficial. Equipes do Corpo de Bombeiros permanecem em prontidão máxima, e o governo federal já sinalizou o envio de técnicos do Ministério da Integração para apoiar a logística de assistência humanitária nos municípios mais atingidos.

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